Wellington desafia Pivetta a provar acusação sobre filho ou renunciar à candidatura
Em debate na TV Vila Real, Wellington negou que a madeireira citada pelo adversário pertença ao filho e afirmou que deixa o mandato de senador se a acusação for
Em debate na TV Vila Real, Wellington negou que a madeireira citada pelo adversário pertença ao filho e afirmou que deixa o mandato de senador se a acusação for comprovada.
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O candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) desafiou Otaviano Pivetta (Republicanos) a comprovar uma acusação envolvendo seu filho e colocou o próprio mandato de senador em jogo. O embate ocorreu nesta quinta-feira (1º), durante o debate da TV Vila Real.
Segundo Wellington, Pivetta teria afirmado que uma empresa madeireira de Colniza beneficiada por incentivos fiscais pertenceria ao filho do senador. Wellington negou a informação e afirmou que renunciará ao mandato caso o adversário consiga comprovar especificamente essa relação empresarial.
“Essa empresa não é e nunca foi do meu filho. E, se for verdade, eu renuncio ao meu mandato”, declarou Wellington. Em seguida, perguntou se Pivetta também renunciaria caso a afirmação não fosse comprovada.
A controvérsia exige uma distinção importante. Pivetta já vinha afirmando publicamente que uma empresa vinculada ao filho de Wellington teria recebido benefícios tributários, e reportagens publicadas nesta semana reproduziram documentos apresentados pela campanha do governador para sustentar essa versão. A discussão no debate, porém, foi mais específica: Wellington contestou a alegação de que a madeireira SGM, de Colniza, pertenceria ao filho.
Durante a tréplica, Pivetta tentou apresentar um documento, mas a exibição foi impedida pelas regras do debate. O governador então direcionou sua fala para outros pontos e não respondeu diretamente ao desafio de Wellington sobre uma eventual renúncia.
O confronto ocorreu dentro de uma discussão mais ampla sobre incentivos fiscais. Wellington vem questionando o volume e a concentração desses benefícios no Estado. Levantamentos divulgados durante a campanha, baseados em registros estaduais, apontam aproximadamente R$ 491,97 milhões em renúncias fiscais para a Natural Pork entre 2019 e 2025. A empresa possui ligação empresarial histórica com Pivetta, que declarou participação acionária nela à Justiça Eleitoral em 2022. Não há, nos documentos disponíveis consultados, confirmação de que ele permaneça acionista em 2026.
Pivetta, por sua vez, nega irregularidades na concessão dos incentivos e sustenta que os benefícios seguem as regras dos programas estaduais. Ele também afirma que os incentivos contribuem para investimentos, geração de empregos e aumento da atividade econômica.
A Federação das Indústrias de Mato Grosso também defendeu a política de incentivos e afirmou que, em 2025, cada R$ 1 de renúncia fiscal esteve associado a R$ 4,66 em investimentos diretos no Estado.
O episódio amplia o confronto entre Wellington e Pivetta sobre benefícios tributários na reta final da campanha, agora com os dois lados apresentando acusações e versões diferentes sobre empresas relacionadas às respectivas famílias.