União Brasil falhou em eleger mais deputados por chapa
Deputado Dilmar Dal Bosco critica estratégia do União Brasil em MT e aponta falhas na montagem da chapa. Confira a análise completa agora.
O deputado estadual reeleito Dilmar Dal Bosco (União Brasil) apresentou um balanço crítico sobre a estratégia adotada pelo seu partido na montagem da chapa proporcional durante as últimas eleições em Mato Grosso. Segundo o parlamentar, a decisão de registrar apenas nove candidatos a deputado estadual limitou o potencial da legenda, que terminou o pleito com duas cadeiras, quando poderia ter alcançado três.
Em entrevista realizada nesta quarta-feira (7), Dal Bosco expressou seu descontentamento com a condução do processo eleitoral. O deputado ressaltou que, mesmo contando com o governador Mauro Mendes como principal liderança da sigla, a estrutura da chapa foi insuficiente. "Eu nunca escondi a minha tristeza de termos nove candidatos só para disputar uma eleição em que tínhamos o governador do Estado de Mato Grosso como presidente e hoje eleito o senador Mauro Mendes", afirmou.
Impactos da chapa enxuta no União Brasil
O parlamentar admitiu que, faltando cerca de vinte dias para a votação, chegou a temer que o partido conquistasse apenas uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Contudo, ele observou um crescimento na reta final. Dilmar reforçou que, com um grupo de aproximadamente quinze candidatos, o partido teria garantido três representantes no Legislativo estadual.
Ao analisar os motivos para a redução do grupo, o deputado apontou falhas na articulação política e desfalques importantes durante o período de filiações. Entre os pontos destacados, ele mencionou a saída do deputado Eduardo Botelho. Segundo Dal Bosco, a presença de lideranças com votações expressivas teria fortalecido significativamente o desempenho da sigla.
Para o futuro, o deputado defende uma reorganização interna profunda. Ele aponta que a falta de diálogo e de reuniões periódicas nos últimos anos prejudicou o fortalecimento da base partidária. Entre as medidas necessárias para o crescimento da legenda, o parlamentar destacou:
A realização de reuniões frequentes para alinhar estratégias; O investimento na formação de novos quadros e lideranças regionais; A aproximação constante com as bases eleitorais em todo o estado. O parlamentar citou nomes como o prefeito Paulinho Peixoto, Bruno Mena e Juvan como exemplos de lideranças que podem ser trabalhadas para o fortalecimento do partido. Para ele, é essencial que o União Brasil inicie um trabalho de base visando os próximos pleitos, aprendendo com os erros cometidos na última disputa.
Apesar das críticas, Dilmar Dal Bosco ponderou que o partido obteve resultados estratégicos importantes. A sigla conseguiu eleger dois deputados estaduais, dois federais e um senador, além de manter sua influência no governo estadual. Ele relembrou que o grupo já superou momentos de crise, como em 2014, quando precisou se reestruturar após dificuldades políticas.
Por fim, o deputado comparou a situação do União Brasil com a de outras legendas, como o Progressistas (PP), que não elegeu representantes no último pleito. Ele reforçou que o trabalho de campo em Mato Grosso deve ser contínuo. Dessa forma, o objetivo é ampliar a representatividade para que o partido retorne com força total em 2030. Para acompanhar outras informações sobre o cenário político, acesse a nossa categoria de notícias.
Fonte: jornaldematogrosso.com.br