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Titularidade de Endrick no Real Madrid reacende debate

A titularidade de Endrick no Real Madrid traz incertezas sobre seu posicionamento em campo. Confira agora a análise detalhada sobre o desempenho do atleta.

A titularidade de Endrick no Real Madrid finalmente aconteceu após dois meses de temporada. O atacante brasileiro iniciou a partida contra o Sevilla, vencida pelos merengues por 4 a 1 no último domingo (18), válida pela nona rodada de La Liga. O atleta permaneceu em campo por 69 minutos, um marco importante considerando o contexto atual de sua carreira na Espanha.

Até o confronto contra o Sevilla, o jogador de 20 anos somava apenas 41 minutos em campo, distribuídos em duas entradas no segundo tempo. Uma lesão durante a pré-temporada atrasou seu início de campanha, fazendo com que ele retornasse apenas em setembro. Contudo, sua atuação decisiva na virada contra a Roma, onde marcou um gol e participou de outro, convenceu o técnico José Mourinho a dar-lhe uma oportunidade entre os onze iniciais.

O desafio da titularidade de Endrick

Apesar da expectativa, a performance de Endrick não empolgou e trouxe à tona antigas incertezas sobre sua adaptação ao esquema tático do Real Madrid. Devido à suspensão de Vinícius Junior, o treinador deslocou Yan Diomande para a ponta esquerda e escalou o brasileiro na direita. O sistema contou com Kylian Mbappé como centroavante e Jude Bellingham na armação.

O jovem atacante teve uma atuação discreta, atuando fixo na amplitude do ataque. Ele sofreu com a marcação constante e teve pouca liberdade para realizar jogadas individuais. Confira alguns números da partida:

34 ações com a bola durante os 69 minutos. 11 passes certos de 17 tentativas (65% de aproveitamento). Três finalizações, sendo duas de dentro da área, porém sem direção. Apenas um drible completado e um terço dos duelos ganhos. Além das dificuldades ofensivas, Endrick precisou cumprir obrigações defensivas rigorosas para conter as subidas do lateral adversário Gabriel Suazo. O jogador, formado como um atacante de área no Palmeiras, nunca teve a ponta como sua posição de origem. Essa improvisação limita seu potencial de finalização, que é sua principal característica.

A trajetória do atleta reforça um dilema recorrente. Em sua passagem pelo Lyon, por empréstimo, ele demonstrou maior produtividade quando atuou centralizado ou com liberdade para flutuar. Segundo dados do Transfermarkt , a maioria de suas participações em gols na França ocorreu quando ele jogou como atacante central, e não como ponta.

No atual elenco do Real Madrid, o espaço para Endrick atuar por dentro parece reduzido. Carlos Espí, contratado recentemente, surge como a primeira alternativa para substituir Mbappé na função de centroavante. Portanto, o brasileiro enfrenta uma encruzilhada técnica que pode definir seu futuro próximo.

O cenário gera especulações no mercado de transferências. Clubes como Roma, Milan e Aston Villa monitoram a situação do jogador para um possível empréstimo em janeiro. Entretanto, José Mourinho tem adotado uma postura rígida, indicando que pretende manter o atleta no elenco. Para acompanhar mais desdobramentos sobre o futebol europeu, acesse a nossa categoria de esportes.

Fonte: trivela.com.br