STJ mantém prisão de marido de ex-juíza acusado de
O STJ mantém prisão de marido de ex-juíza acusado de matar bancária em MT. Confira os detalhes da decisão e o contexto do caso de feminicídio.
O STJ mantém prisão de marido de ex-juíza , negando um recurso apresentado pela defesa de Antenor Alberto de Matos Salomão. O empresário é o principal acusado pelo assassinato da bancária Leidiane Souza Lima, crime ocorrido em janeiro de 2023, na cidade de Rondonópolis, Mato Grosso.
A decisão, assinada pelo ministro Luis Felipe Salomão e divulgada nesta sexta-feira (4), reafirma a necessidade da custódia preventiva. A defesa do acusado alegava, em seu pedido, a existência de constrangimento ilegal e a falta de fundamentação atualizada para justificar a manutenção da detenção.
Entenda o caso: STJ mantém prisão de marido de ex-juíza
Ao analisar os argumentos, o magistrado do Superior Tribunal de Justiça concluiu que não há qualquer flagrante ilegalidade que autorize a concessão de liberdade. Além disso, o ministro destacou que o tribunal de origem ainda não esgotou a análise dos recursos da defesa.
Portanto, uma intervenção prematura da Corte Superior configuraria uma supressão indevida de instância. O ministro reforçou que é necessário aguardar o julgamento de mérito das teses defensivas pelo tribunal estadual antes de qualquer nova movimentação processual.
O caso envolve desdobramentos complexos que ligam o crime à esfera do Poder Judiciário mato-grossense:
Antenor é casado com a ex-juíza Maria das Graças Gomes da Costa, que atuava em Rondonópolis. A magistrada foi aposentada compulsoriamente pelo TJ-MT sob suspeita de favorecer o marido. O Ministério Público aponta que a juíza teria conhecimento prévio do crime e interferido na disputa pela guarda da filha da vítima. Segundo as investigações da Polícia Civil, Leidiane e Antenor mantinham um relacionamento extraconjugal, do qual nasceu uma criança. A vítima foi executada a tiros no Bairro São Jorge, em Rondonópolis, enquanto saía para trabalhar. O autor do crime utilizava um capacete para esconder o rosto.
Antenor foi denunciado por feminicídio e chegou a ser preso em fevereiro de 2023. Após um período em liberdade com medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, sua prisão preventiva foi decretada novamente em agosto de 2025. Atualmente, ele permanece detido na Penitenciária Regional Major Eldo de Sá Corrêa.
O Ministério Público Estadual também denunciou a ex-juíza ao Conselho Nacional de Justiça. Entre as acusações, constam registros de ligações telefônicas entre o casal logo após o assassinato e a suspeita de que o empresário teria utilizado o porte de arma funcional da magistrada.
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Fonte: midianews.com.br