Sérgio Ricardo recebe famílias atípicas e apura falhas na
Sérgio Ricardo recebe famílias atípicas para investigar a interrupção de terapias na rede estadual de Mato Grosso. Confira agora os detalhes do caso.
Sérgio Ricardo recebe famílias atípicas — O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo , reuniu-se nesta quinta-feira (24) com famílias atípicas para tratar de graves denúncias. O grupo relatou a interrupção de terapias essenciais e falhas recorrentes no atendimento da rede estadual a estudantes neurodivergentes e com deficiência.
Diante dos relatos, o conselheiro prometeu uma apuração rigorosa sobre o caso. Ele classificou a situação como uma vergonha para o estado, destacando que a interrupção do tratamento causa regressão no desenvolvimento das crianças e desperdiça todo o trabalho terapêutico realizado anteriormente.
Sérgio Ricardo recebe famílias atípicas e promete apuração
Além disso, O foco das reclamações recai sobre o Centro de Atividades Multidisciplinar de Apoio Pedagógico Inclusivo (CAMPI), em Várzea Grande. Segundo as famílias, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) não renovou o contrato com a entidade em dezembro de 2025, interrompendo o suporte que custava cerca de R$ 980 mil mensais.
O diretor-geral do CAMPI, Anacleto Giraldelli Bezerra, esclareceu que a Seduc sinalizou interesse na renovação em novembro, mas comunicou o encerramento abrupto em dezembro. Ele reforçou que a suspensão não ocorreu por falhas na prestação do serviço, mas por decisão administrativa da pasta.
Portanto, Os principais problemas relatados pelas famílias incluem:
Interrupção abrupta de terapias essenciais para o desenvolvimento infantil. Dificuldade de acesso ao Cacies, com relatos de demora e falta de vagas. Ausência de professores de apoio especializado em sala de aula. Falta de medicamentos e distâncias excessivas dos locais de atendimento. A Seduc, por meio de nota, afirmou que o atendimento passou a ser centralizado no Centro de Apoio e Suporte à Inclusão da Educação Especial (Cacies). Contudo, as famílias contestam a eficácia dessa transição, alegando que o número de atendimentos é insuficiente para a demanda de 1.200 crianças que eram assistidas pelo CAMPI.
Kellen Carvalho da Silva, representante dos grupos, enfatizou que as famílias buscam apenas o cumprimento da lei. Ela relatou que seus filhos sofreram crises intensas após a interrupção das terapias, evidenciando o impacto negativo da descontinuidade do suporte especializado.
Alex Barbosa, outro pai presente, compartilhou o retrocesso no desenvolvimento de seu filho de cinco anos. O menino, que havia aprendido a formar frases e realizar tarefas básicas, regrediu significativamente após seis meses sem atendimento, período em que a família aguardava um novo encaminhamento.
Durante a reunião, o TCE-MT apresentou dados de auditoria confirmando que mais de 90% das famílias ouvidas enfrentaram interrupções nos tratamentos. O Tribunal está notificando prefeituras para que informem o número exato de crianças neurodivergentes, tornando esse dado um ponto de controle nas contas públicas.
O tema integra o Plano de Metas Mato Grosso 2050, que será apresentado a candidatos ao Governo e ao Senado. O conselheiro Sérgio Ricardo adiantou que o plano sugerirá a criação de uma equipe técnica composta por pais e mães atípicos dentro da Secretaria de Estado de Saúde (SES).
Ao final do encontro, os pais entregaram um colar com o símbolo do autismo ao presidente do TCE-MT como forma de selar o compromisso. Para mais informações sobre o acompanhamento desses processos, consulte nossa categoria de notícias ou acompanhe as últimas notícias do portal.
Fonte: midianews.com.br