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Resiliência perante catástrofes: Países do Golfo superam

Descubra como a resiliência perante catástrofes varia no Oriente Médio e por que países do Golfo superam o Líbano e o Iraque. Confira agora os dados.

A resiliência perante catástrofes no Oriente Médio e Norte da África apresenta uma divisão acentuada entre as nações do Golfo e a região do Levante. Dados de um recente inquérito global indicam que o Líbano, o Iraque e a Palestina permanecem significativamente abaixo da média mundial de capacidade de resposta a choques de grande escala.

O levantamento, conduzido pela Gallup para a Lloyd's Register Foundation, baseou-se em mais de 143 mil entrevistas realizadas em 140 territórios durante o ano de 2025. O estudo avaliou como indivíduos e comunidades conseguem resistir e se recuperar de crises severas, comparando esses resultados com a média global de 57 pontos.

Liderança e resiliência perante catástrofes no Golfo

Os países do Golfo destacam-se com pontuações elevadas no índice de resiliência. O Kuwait lidera a região com 74 pontos, seguido pelo Bahrein (72), além de Omã e Emirados Árabes Unidos, ambos com 70 pontos. Além disso, a confiança na gestão governamental nessas nações é notável.

Nos Emirados Árabes Unidos, 87% dos cidadãos acreditam que o governo está bem preparado para enfrentar desastres, enquanto no Bahrein esse índice atinge 82%. Por outro lado, o cenário é drasticamente diferente em outras partes da região, onde a desconfiança nas autoridades é predominante.

Alguns pontos críticos observados no levantamento incluem:

O Líbano registrou apenas 48 pontos, enquanto o Iraque obteve 49 e a Palestina 52. Apenas 14% dos libaneses confiam na preparação do seu governo para emergências. Cerca de 59% dos iraquianos acreditam que o governo não demonstra preocupação com o bem-estar da população. A situação econômica também agrava a vulnerabilidade. Mais da metade das famílias no Iraque, na Jordânia e na Palestina declararam incapacidade de suprir necessidades básicas por um mês caso perdessem suas fontes de renda. No Líbano, a preocupação com a qualidade da água potável e a criminalidade violenta coloca o país entre os mais pessimistas do mundo.

Em contrapartida, o Norte da África apresentou o maior progresso regional, com uma elevação de cinco pontos no índice desde 2023. O relatório aponta que o acesso à internet e uma melhor preparação financeira das famílias foram fundamentais para esse avanço na Argélia e no Egito. Para mais informações sobre o cenário global, consulte a nossa categoria de notícias.

O estudo também ressalta que, embora a região enfrente altas temperaturas, nações como Arábia Saudita e Omã demonstram menor preocupação com secas e ondas de calor. Em Israel, o impacto direto de catástrofes relatado pela população foi inferior a 1% no período analisado.

Globalmente, cerca de 1,1 bilhão de adultos sofreram algum tipo de desastre nos últimos cinco anos. A desigualdade é evidente: enquanto 84% das pessoas em países de alta renda recebem avisos prévios, esse número cai para 64% em nações de baixa renda. A eficácia dos alertas também depende dos canais utilizados; o uso de múltiplas vias, como redes sociais e televisão, aumenta significativamente a adoção de medidas preventivas pela população.

Fonte: pt.euronews.com