Protestos na Albânia: polícia usa balas de borracha e detém
protestos na Albânia: Manifestações em Tirana chegam ao quinto dia com confrontos, centenas de prisões e críticas do governo. Confira os detalhes desta.
Os protestos na Albânia atingiram um nível crítico neste sábado, marcando o quinto dia consecutivo de agitação social na capital, Tirana. Estudantes e diversos manifestantes reuniram-se diante do Ministério da Educação para exigir mudanças profundas na gestão do país.
O movimento, que começou com pautas estudantis, expandiu-se para outras cidades albanesas. Os participantes pedem a renúncia do primeiro-ministro socialista, Edi Rama, citando denúncias de corrupção e insatisfação com as políticas públicas atuais.
Confrontos marcam protestos na Albânia
Além disso, A tensão escalou quando manifestantes lançaram pedras contra as forças de segurança. Em resposta, a polícia utilizou gás lacrimogêneo, canhões de água e disparou balas de borracha para dispersar a multidão. Apesar da repressão, grupos retornaram ao local repetidamente.
As reivindicações dos estudantes incluem:
Melhorias significativas na qualidade do ensino superior e secundário; Aumento do apoio financeiro para a classe estudantil; Criação de mais oportunidades reais de emprego no mercado local. Portanto, Além das questões educacionais, o descontentamento popular é alimentado pela oposição a um projeto de turismo de luxo. A iniciativa está ligada a Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o que tem gerado forte rejeição entre diversos setores da sociedade.
O balanço oficial das autoridades aponta números expressivos após cinco dias de distúrbios. Confira os dados principais sobre a crise:
167 pessoas foram detidas pelas forças policiais; 132 agentes da polícia ficaram feridos durante os confrontos; Sete policiais foram suspensos por suspeita de uso excessivo da força. O diretor-geral da polícia, Skender Hita, confirmou que investigações estão em curso para apurar a conduta dos agentes. Por outro lado, o primeiro-ministro Edi Rama, no poder desde 2013, mantém uma postura firme contra os manifestantes.
Rama declarou que respeita o direito constitucional de protestar, mas condenou veementemente os atos de vandalismo. Ele classificou os indivíduos encapuçados como criminosos e prometeu que os responsáveis por danos ao patrimônio público e privado serão punidos.
Em um vídeo divulgado recentemente, o premiê descartou qualquer possibilidade de renúncia. Ele acusou a oposição conservadora de manipular o movimento para obter ganhos políticos e criar um cenário de desordem no país.
"Não permitirei que coloquem em risco o futuro da Albânia", afirmou Rama. O líder político reforçou que sua prioridade atual é garantir a segurança dos cidadãos e manter a estabilidade institucional diante da crise.
Para acompanhar mais desdobramentos sobre este caso, acesse a nossa categoria de notícias internacionais. A situação permanece monitorada pelas autoridades locais enquanto a tensão política persiste em Tirana.
Fonte: pt.euronews.com