Politec de Mato Grosso reforça busca por DNA de parentes de
A Politec realiza mutirão para coletar material genético de familiares de pessoas desaparecidas, visando identificar 433 restos mortais armazenados no banco est
A Politec realiza mutirão para coletar material genético de familiares de pessoas desaparecidas, visando identificar 433 restos mortais armazenados no banco estadual.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec) anunciou que promoverá, entre os dias 24 e 28 deste mês, uma força-tarefa voltada à coleta de DNA de parentes de pessoas desaparecidas. A iniciativa tem como objetivo principal expandir o acervo de perfis genéticos do órgão, elevando as chances de solucionar casos de desaparecimentos no estado.
Atualmente, o banco de dados estadual mantém registrados 433 perfis de restos mortais que ainda não foram identificados. Esses registros aguardam o confronto com amostras biológicas de familiares para que a identidade das vítimas possa ser finalmente confirmada.
O processo de coleta é descrito pela perícia como um procedimento ágil e que não causa dor. A técnica consiste na utilização de um cotonete para a retirada de células da parte interna da bochecha, dispensando qualquer necessidade de extração de sangue. O material obtido é processado para gerar o perfil genético do doador.
Uma vez gerado, esse perfil é submetido a um cruzamento de dados com os registros de pessoas encontradas — vivas ou mortas — que permanecem sem identificação oficial. Além disso, as informações são integradas aos bancos de dados estaduais e nacionais, o que potencializa significativamente a abrangência da busca.
A Politec recomenda que a doação seja feita, preferencialmente, por parentes de primeiro grau. A ordem de prioridade estabelecida pelos peritos é: pais biológicos, filhos biológicos (acompanhados do outro genitor) e irmãos que compartilhem o mesmo pai e a mesma mãe. Caso não haja disponibilidade desses parentes, outros familiares podem ser avaliados.
A assessoria do órgão esclarece que crianças também estão aptas a realizar a doação, desde que estejam devidamente acompanhadas por seus responsáveis legais. Nos casos em que não é possível localizar familiares diretos, os peritos podem recorrer à análise de objetos de uso pessoal do desaparecido, como escovas de dentes, aparelhos de barbear ou escovas de cabelo, para extrair o material genético.
Para participar da mobilização, os interessados devem comparecer a uma das 17 unidades da Politec espalhadas pelo estado. É indispensável a apresentação de um documento de identificação oficial e dos dados referentes ao boletim de ocorrência do desaparecimento, como o número do registro, a delegacia onde foi feito e o estado de origem. Embora não seja obrigatório, a apresentação de uma cópia do boletim é recomendada para facilitar o atendimento.
Esta ação integra a 4ª Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, um esforço conjunto para reduzir o número de casos pendentes em todo o país.
Fonte: sonoticias.com.br