Destaque Nortão

Queda de avião em MT: perito descarta pouso de emergência

Perito descarta pouso de emergência em queda de avião que deixou três mortos em Água Boa. Confira agora os detalhes da investigação e o histórico da aeronave.

A queda de avião que resultou na morte de três pessoas em uma área rural de Água Boa, Mato Grosso, não apresenta características de um pouso forçado. A conclusão foi apresentada pelo perito Paulo Barbosa, gerente regional da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), após análise inicial dos destroços.

O acidente ocorreu na manhã desta quinta-feira (10), a cerca de 730 quilômetros de Cuiabá. Segundo o especialista, a aeronave atingiu o solo com extrema violência, o que provocou um incêndio imediato e a carbonização dos ocupantes.

Análise técnica sobre a queda de avião

Barbosa explicou que o uso de drones na região permitiu verificar a ausência de marcas na vegetação próxima. O local da queda é uma área plana, o que reforça a tese de que o piloto não tentou uma manobra de emergência. Além disso, o impacto frontal foi tão intenso que a estrutura chegou a afundar no terreno.

Os corpos das três vítimas foram encontrados no interior da fuselagem e encaminhados para a sede da Politec. O processo de identificação será complexo e exigirá exames rigorosos:

Necropsia completa para determinar a causa das mortes; Coleta de material para exames de DNA, toxicologia e dosagem alcoólica; Necessidade de material de referência de familiares para a identificação genética. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) foi acionado para conduzir as investigações técnicas. Em conjunto com os laudos da Politec, o órgão buscará esclarecer os fatores que levaram ao sinistro. A Polícia Civil também acompanha o caso para apurar eventuais responsabilidades criminais.

Dados preliminares indicam que o bimotor, um Cessna de prefixo N401NA, não possuía registro ativo junto às autoridades aeronáuticas brasileiras. Também não foi localizado um plano de voo válido para a viagem que partiu de Goiânia. O proprietário, que estava entre as vítimas, havia adquirido a aeronave há apenas quatro meses.

Informações levantadas pelas autoridades apontam que o avião estava parado em um hangar de Goiânia antes da compra, sem condições de voo. Em 2017, a mesma aeronave foi apreendida pela Polícia Federal em Goiás, na ocasião transportando 67 quilos de cocaína. Contudo, a Polícia Civil ressaltou que, até o momento, não há evidências de transporte de ilícitos no voo fatal. Para acompanhar o desdobramento deste caso, acesse as últimas notícias .

Fonte: midianews.com.br