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Pedidos de asilo na Europa caem para o menor nível em 5 anos

Os pedidos de asilo na Europa recuaram 17% no primeiro semestre de 2026. Entenda os motivos e as novas regras do pacto migratório. Confira agora.

Os pedidos de asilo na Europa registraram uma queda significativa durante o primeiro semestre de 2026, alcançando o menor volume dos últimos cinco anos. De acordo com informações da Agência da União Europeia para o Asilo, os países do bloco, somados à Suíça e à Noruega, contabilizaram cerca de 332 mil solicitações de proteção internacional.

Esse montante representa uma redução de 17% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Dessa forma, o continente mantém a tendência de declínio observada desde 2024. A agência responsável pelos dados aponta que a transição política na Síria e a cooperação estratégica com nações de origem e trânsito explicam, em parte, esse cenário.

Análise dos pedidos de asilo na Europa

Curiosamente, a intensificação de conflitos no Oriente Médio não gerou um aumento proporcional nas solicitações de refúgio no território europeu. A União Europeia tem investido em acordos com países como Tunísia e Mauritânia. Nesses pactos, o suporte financeiro é condicionado a um controle mais rígido das fronteiras para conter a migração irregular.

Os países que lideraram o recebimento de requerentes foram:

França: 69 mil pedidos; Itália: 66 mil pedidos; Alemanha e Espanha: 55 mil pedidos cada. Além disso, a Grécia destacou-se por registrar a maior proporção de pedidos por habitante. O país contabilizou cerca de 23 mil solicitações, o que equivale a um pedido para cada 400 residentes. Para mais informações sobre o cenário migratório, consulte nossa categoria de notícias.

Sobre o desfecho dos processos, 31% dos solicitantes obtiveram proteção internacional em primeira instância. O estatuto de refugiado foi concedido com maior frequência do que a proteção subsidiária. Entre as nacionalidades com maiores taxas de reconhecimento, destacam-se Mali (87%), Haiti (84%) e Afeganistão (73%).

Em termos de volume absoluto, os grupos mais numerosos foram compostos por afegãos (39 mil), venezuelanos (33,5 mil) e bangladeshianos (19,5 mil). Esses dados ganham relevância após a implementação do novo Pacto sobre Migração e Asilo da União Europeia, que entrou em vigor no dia 12 de junho.

O novo regulamento promove uma reestruturação profunda no sistema de acolhimento do bloco. Entre as principais mudanças, destacam-se a obrigatoriedade de controles nas fronteiras externas e a adoção de procedimentos mais céleres para a análise de cada caso. Portanto, a política migratória europeia vive um momento de transição normativa e operacional.

Para acompanhar outros desdobramentos sobre este tema, acesse nossas últimas notícias . O monitoramento contínuo desses fluxos é essencial para compreender a dinâmica geopolítica atual do continente.

Fonte: pt.euronews.com