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Operação mira lavagem de dinheiro de facção e bloqueia R$ 12

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Dissolução Forçada para desarticular esquema de lavagem de dinheiro de facção criminosa em quatro estados.

A Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso iniciou, nesta quarta-feira (26), a Operação Dissolução Forçada . A ação tem como objetivo principal desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro operado por integrantes e empresas vinculadas a uma facção criminosa, que teria movimentado montantes milionários entre os anos de 2024 e 2025.

Ao todo, foram expedidas 48 ordens judiciais pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias, sediado em Sinop. Entre as medidas autorizadas, destacam-se 18 mandados de busca e apreensão, o bloqueio de contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas até o limite de R$ 12 milhões, além da suspensão das atividades comerciais de seis empresas suspeitas de servirem como fachada para o crime organizado.

A operação é resultado de um trabalho investigativo conduzido pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop. Os levantamentos apontam que a facção utilizava essas estruturas empresariais para conferir aparência de legalidade a valores obtidos por meio do tráfico de drogas e outros delitos correlatos.

A execução dos mandados ocorre de forma simultânea em quatro estados brasileiros. Em Mato Grosso, as diligências estão concentradas em Sinop, Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Matupá. Fora do estado, a polícia atua nas cidades de Loanda (Paraná), Goiânia (Goiás) e São Paulo (São Paulo).

Para garantir a eficácia das ações, a Polícia Civil estabeleceu pontos de comando estratégicos em Sinop e Cuiabá, contando com o apoio operacional de delegacias locais em cada uma das regiões onde os mandados estão sendo cumpridos.

O nome da operação, Dissolução Forçada , faz alusão direta ao propósito central da investigação: identificar e encerrar as atividades de pessoas jurídicas criadas ou utilizadas exclusivamente para a lavagem de capitais, promovendo o desmantelamento dessas estruturas fraudulentas.

De acordo com as autoridades, a descapitalização do grupo criminoso é considerada uma etapa fundamental do combate ao crime organizado. O sequestro de bens e o bloqueio de ativos financeiros são vistos como medidas tão estratégicas quanto as prisões, pois impedem que a facção utilize recursos ilícitos para se reorganizar ou reinvestir em novas atividades criminosas.

Todo o material apreendido, incluindo documentos e dispositivos eletrônicos, está sendo encaminhado à Draco de Sinop. Os procedimentos formais, como autos circunstanciados e requisições periciais, seguem em andamento para subsidiar o prosseguimento das investigações e a responsabilização dos envolvidos.

Fonte: midianews.com.br