Protestos estudantis na França: ONU manifesta preocupação
A ONU demonstra preocupação com a violência nos protestos estudantis na França. Confira agora os detalhes sobre as reivindicações e a resposta do governo.
protestos estudantis na França — A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou nesta sexta-feira que monitora com preocupação a onda de protestos estudantis que atinge a França. As manifestações, protagonizadas por alunos do ensino secundário, alcançaram seu quinto dia consecutivo de mobilização nacional.
Shabia Mantoo, porta-voz do órgão da ONU para os direitos humanos, destacou que a entidade acompanha de perto os incidentes. Segundo ela, os bloqueios em liceus franceses têm registrado episódios de violência crescente.
ONU acompanha protestos estudantis na França
Dados do Ministério da Justiça francês revelam que, desde meados de setembro, quase 7.000 pessoas foram detidas. É importante notar que 86% desses detidos são menores de idade. Os jovens, majoritariamente entre 15 e 18 anos, reivindicam melhorias estruturais no sistema de ensino.
As principais pautas dos estudantes incluem:
A escassez de professores nas instituições; A sobrecarga excessiva de horários escolares; A degradação das instalações físicas dos colégios; A falta de adaptação dos prédios para ondas de calor. Embora grande parte dos atos ocorra de maneira pacífica, houve registros de vandalismo, como incêndios e destruição de abrigos de ônibus. Em resposta, as forças de segurança utilizaram gás lacrimogêneo, bastões e granadas de atordoamento para dispersar os grupos.
Essa atuação policial gerou críticas severas de organizações de direitos humanos e dos próprios estudantes. Eles acusam o Estado de utilizar força excessiva durante as abordagens. Diante das denúncias, as autoridades abriram 18 inquéritos internos para investigar possíveis condutas indevidas.
Para tentar conter a crise, o ministro da Educação, Edouard Geffray, anunciou medidas emergenciais na noite de quinta-feira. Cerca de 3.000 professores substitutos serão enviados nos próximos dias para atender aos 114 liceus mais impactados pelos protestos.
Além disso, o primeiro-ministro Sébastien Lecornu prometeu apresentar um plano abrangente para solucionar o impasse até o final de outubro. O governo busca alternativas para acalmar os ânimos nas escolas. Confira mais detalhes na categoria de notícias internacionais.
O ministro da Economia, Roland Lescure, sinalizou que o governo pode viabilizar financiamento adicional para a educação. Contudo, ele ressaltou as limitações impostas pelo orçamento de 2027. Atualmente, a pasta da educação prevê um aumento de 1,4% nas verbas, totalizando 90,9 mil milhões de euros.
Apesar das promessas, o movimento estudantil mantém a pressão. Marius Mesnil, representante sindical, classificou as ofertas do governo como insuficientes. Ele convocou, inclusive, uma nova rodada de manifestações para a próxima terça-feira.
Fonte: pt.euronews.com