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Olten Ayres destitui membros da Comissão de Ética do São

O presidente do Conselho do São Paulo, Olten Ayres, remove membros da Comissão de Ética sob polêmica. Confira os detalhes desta crise interna no clube.

O presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres , destituiu dois integrantes da Comissão de Ética do clube na última segunda-feira. A decisão afeta José Edgard Galvão e Fabio Cezar de Souza Azambuja, ocorrendo em um momento crítico de investigações internas que podem levar à expulsão do dirigente do quadro associativo. Para mais informações sobre o clube, acompanhe a nossa categoria de esportes.

Olten Ayres

Oficialmente, Olten Ayres justificou os desligamentos como uma medida para garantir a credibilidade do órgão. Contudo, fontes internas indicam que a decisão foi motivada pelo vazamento de votos contrários ao presidente em processos que tramitam no conselho. Desde julho, quatro membros já foram afastados por determinação do dirigente.

As investigações contra Olten Ayres envolvem acusações graves, incluindo:

Suspeita de contratação de uma "funcionária fantasma" ligada ao presidente. Denúncia de falsificação de documento durante o processo de reforma estatutária. Processo por gestão temerária protocolado pelo presidente do clube, Harry Massis. Em resposta, os conselheiros destituídos protocolaram uma representação contra Olten Ayres, acusando-o de manobrar a comissão em benefício próprio. Fabio Azambuja, um dos atingidos, teria recomendado a expulsão do dirigente no caso da reforma estatutária, enquanto José Edgard Galvão atuava como relator na denúncia da funcionária fantasma.

O Ministério Público chegou a arquivar o inquérito sobre a reforma estatutária recentemente. Entretanto, integrantes da Comissão de Ética reforçam que o arquivamento na esfera criminal não impede a apuração de infrações administrativas internas. O caso da funcionária fantasma, por sua vez, aponta que a colaboradora, contratada em 2021, utilizava e-mail de um escritório de advocacia vinculado a Olten.

Em nota oficial, Olten Ayres negou qualquer relação entre as substituições e as intenções de voto dos conselheiros. O dirigente afirmou que as mudanças fazem parte de suas atribuições e que a credibilidade do órgão deve ser preservada pelo respeito ao estatuto e ao contraditório. Ele reforçou que não teve acesso a votos antecipados.

O cenário político no São Paulo permanece conturbado. Olten Ayres chegou a se afastar temporariamente do cargo, mas retornou em junho após votação do Conselho. O grupo decidiu pela permanência do dirigente por 120 dias para aprofundar as investigações antes de uma definição definitiva sobre seu futuro no clube.

Fonte: ge.globo.com