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Natasha acusa Pivetta de tentar barrar inserção sobre caso de violência doméstica

A defesa da candidata ao Governo de Mato Grosso Natasha Slhessarenko (PSD) acusou Otaviano Pivetta (Republicanos) de tentar impedir previamente a veiculação de

A defesa da candidata ao Governo de Mato Grosso Natasha Slhessarenko (PSD) acusou Otaviano Pivetta (Republicanos) de tentar impedir previamente a veiculação de uma propaganda eleitoral que aborda uma acusação de violência doméstica contra o governador.

A controvérsia chegou ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Segundo a manifestação apresentada pela defesa de Natasha, Pivetta pediu a suspensão da inserção sustentando que o material teria sido exibido no horário eleitoral de 25 de setembro.

Os advogados da candidata contestam essa versão. De acordo com a defesa, registros de monitoramento das inserções exibidas naquele dia não identificaram a veiculação da peça. A partir disso, os representantes de Natasha questionaram como a campanha adversária teria obtido o arquivo antes de sua suposta transmissão.

A propaganda utiliza trechos de uma reportagem exibida pelo Fantástico, da TV Globo, em 2021, sobre uma acusação de violência doméstica envolvendo Pivetta. No processo eleitoral, o governador pediu a suspensão da peça e também que fosse impedida sua reapresentação em outras versões que utilizassem os mesmos trechos.

Defesa questiona origem do arquivo

Na manifestação encaminhada ao TRE-MT, a defesa de Natasha classificou como “premissa falsa” a informação de que a propaganda já havia sido veiculada.

Segundo os advogados, um relatório com 194 registros de inserções do dia 25 de setembro não encontrou a peça nem referências a termos relacionados ao seu conteúdo.

A defesa também apresentou um relatório de monitoramento da empresa Dinâmica Clipping e pediu que Pivetta informe qual emissora teria transmitido a propaganda, além do horário e do bloco em que ela teria ido ao ar.

Também foi solicitada a preservação do arquivo digital apresentado no processo, para que sua origem possa ser analisada.

Caso está na Justiça Eleitoral

Em decisão assinada neste sábado (26), o juiz auxiliar da propaganda eleitoral Flávio Fraga e Silva registrou a divergência apresentada pelas partes: de um lado, Pivetta sustenta que a inserção foi veiculada no dia 25; do outro, Natasha afirma que seus registros de monitoramento não confirmam a transmissão.

A defesa da candidata argumenta ainda que uma eventual retirada de um conteúdo que não havia sido exibido poderia representar censura prévia.

As alegações sobre a origem do arquivo e eventual conduta processual irregular fazem parte da argumentação apresentada pela defesa de Natasha e não representam, até o momento, conclusão judicial de que Pivetta tenha obtido o material de maneira irregular ou agido de má-fé.

O episódio ocorre em meio à intensificação das disputas judiciais envolvendo a propaganda eleitoral na reta final da campanha em Mato Grosso. O TRE-MT já analisou diferentes representações entre candidatos ao Governo relacionadas a conteúdos de campanha e pedidos de retirada de propaganda. ( Jornal Cidade MT ⁠)