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Meta ajusta IA após disparidade em imagens de Lula e Flávio

A Meta ajusta IA após o TSE questionar bloqueios seletivos em imagens de candidatos. Confira agora os detalhes sobre as mudanças na ferramenta.

A Meta ajusta IA após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) questionar a empresa sobre disparidades no funcionamento de seu assistente virtual. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, reuniu-se com representantes da companhia nesta quinta-feira (15) para discutir relatos de usuários.

O problema central envolveu a ferramenta de inteligência artificial integrada ao WhatsApp. Usuários apontaram que a IA se recusava a gerar imagens relacionadas à campanha do presidente Lula (PT), enquanto atendia prontamente a solicitações similares envolvendo o candidato Flávio Bolsonaro (PL).

Meta ajusta IA

Durante o encontro, que durou cerca de duas horas, a Meta informou que trabalha no aperfeiçoamento dos filtros da ferramenta. O objetivo é garantir que os pedidos relacionados às campanhas presidenciais sejam tratados com neutralidade e conformidade técnica.

A Meta IA é um assistente gratuito presente no WhatsApp, Instagram e Facebook. O sistema, que opera de forma similar ao ChatGPT, permite a criação de textos e imagens a partir de comandos simples dos usuários. Confira mais notícias sobre tecnologia e política.

Após a repercussão negativa nas redes sociais, a empresa adotou medidas temporárias para assegurar o cumprimento das normas eleitorais. Entre as ações implementadas, destacam-se:

Proibição temporária da geração de imagens de candidatos. Ampliação do bloqueio para solicitações contendo nomes e números de urna. Ajustes nos filtros de segurança para evitar viés nas respostas. Embora a ferramenta tenha apresentado comportamentos distintos, testes confirmaram que, após diversas tentativas, o sistema chegou a gerar uma imagem contendo o nome de Lula. Contudo, na noite de quarta-feira (14), o assistente já impedia a criação de conteúdos visuais sobre ambos os políticos.

Além da questão das imagens, o encontro entre Nunes Marques e a Meta abordou a utilização de canais de WhatsApp pelas campanhas. O debate focou na regularidade dos grupos conhecidos como "Tropa do Flávio" e "Exército do Lula".

Esses canais têm sido objeto de disputas judiciais recentes no TSE. O grupo "Exército do Lula", por exemplo, chegou a ser suspenso temporariamente, mas teve suas atividades restabelecidas na última quarta-feira (14).

É importante ressaltar que as campanhas dos candidatos não participaram da reunião com o ministro. A Meta reafirmou seu compromisso em aprimorar seus sistemas para evitar interferências indevidas no processo eleitoral brasileiro.

Fonte: rdnews.com.br