Tentativa de feminicídio: Mato Grosso tem 2ª maior taxa do
tentativa de feminicídio: Mato Grosso registra alta de 38,7% em tentativas de feminicídio e ocupa o 2º lugar no ranking nacional. Confira os dados.
O estado de Mato Grosso ocupa atualmente a segunda posição no ranking nacional de tentativa de feminicídio , conforme revelado pelo 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O levantamento, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta um cenário preocupante de violência contra a mulher na região.
Os números indicam um crescimento expressivo de 38,7% nas ocorrências em 2025, comparado ao ano anterior. Enquanto em 2024 foram contabilizadas 171 vítimas, o registro subiu para 241 mulheres que sofreram tentativas de assassinato motivadas por questões de gênero.
Dados sobre a tentativa de feminicídio no estado
Além disso, A taxa estadual atingiu a marca de 12,5 tentativas para cada grupo de 100 mil mulheres. Esse índice coloca o território mato-grossense atrás apenas do Amapá, que lidera a lista com 14,9. Logo abaixo de Mato Grosso, aparecem estados como Acre (12,3) e Roraima (10,2).
O estudo destaca que, em muitos desses episódios, o agressor não desistiu do crime por vontade própria, mas por não conseguir concretizar o ato. O relatório alerta que as sobreviventes dessas tentativas representam um grupo de alto risco para futuros feminicídios consumados.
Portanto, Além dos dados de tentativas, o cenário de violência letal também apresentou agravamento. Confira os pontos principais do levantamento:
53 mulheres foram vítimas de feminicídio consumado em 2025; 7 das vítimas fatais possuíam medidas protetivas de urgência ativas; O número de mortes subiu em relação às 47 registradas no ano anterior. O anuário reforça a existência de uma "escada da violência". Esse processo geralmente começa com ameaças e evolui para agressões físicas, perseguição e violência psicológica. Portanto, o monitoramento desses sinais é fundamental para prevenir desfechos trágicos.
Embora as ameaças tenham registrado queda, os especialistas advertem que a trajetória de violência é comum. Um agressor que hoje profere ameaças pode, em pouco tempo, escalar para o descumprimento de medidas protetivas e, eventualmente, para uma tentativa de homicídio.
A análise reforça a necessidade de políticas públicas mais eficazes para romper esse ciclo. Para acompanhar outras informações sobre segurança e direitos humanos, acesse a nossa categoria de notícias ou confira as últimas notícias em nosso portal.
Fonte: rdnews.com.br