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Júri de marido acusado de matar empresária é marcado em MT

O júri de marido acusado de assassinar empresária em Cuiabá foi marcado para outubro. Confira os detalhes do caso e a denúncia do Ministério Público.

júri de marido acusado — A Justiça de Mato Grosso agendou para o dia 20 de outubro o júri popular de Jackson Pinto da Silva. Ele é acusado de assassinar sua esposa, a empresária Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, e ocultar o corpo no quintal de sua residência, localizada no bairro Parque Cuiabá.

O crime, que chocou a capital mato-grossense, ocorreu em 4 de maio de 2026. O julgamento está marcado para as 13h30, no Fórum da Capital. Atualmente, o réu permanece detido no Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas.

Detalhes do júri de marido acusado de assassinar empresária

Jackson Pinto da Silva responde por três crimes graves perante o tribunal. O Ministério Público Estadual (MPE) apresentou denúncia formal contra ele pelos seguintes delitos:

Feminicídio; Ocultação de cadáver; Comunicação falsa de crime. Segundo a denúncia, o acusado teria utilizado uma braçadeira de nylon, popularmente conhecida como "enforca-gato", para asfixiar a vítima enquanto ela dormia. Essa estratégia teria impedido qualquer possibilidade de reação por parte da empresária.

A investigação revelou que o crime foi premeditado. O homem teria contratado um serviço de escavação dias antes, sob a justificativa de construir uma fossa no terreno. Após o homicídio, ele utilizou o buraco para esconder o corpo de Nilza.

Após cometer o ato, Jackson buscou a polícia para registrar o desaparecimento da esposa, sustentando uma versão de sequestro. Contudo, as autoridades notaram contradições no depoimento. Além disso, imagens de câmeras de segurança mostraram que apenas o veículo do acusado saiu da residência no dia do desaparecimento.

O delegado Marlon Nogueira, responsável pelo caso, afirmou que o suspeito confessou informalmente o crime ao ser confrontado pelos investigadores. Na ocasião, ele indicou o local exato onde o corpo estava enterrado. Posteriormente, durante o depoimento formal na delegacia, o acusado optou por permanecer em silêncio.

Embora Jackson tenha alegado inicialmente que o crime ocorreu devido a desentendimentos conjugais, a polícia trabalha com outra linha de investigação. A suspeita principal é de que a motivação tenha sido patrimonial, visto que a vítima possuía diversos bens e propriedades.

A acusação reforça essa tese ao apontar movimentações financeiras suspeitas. Após a morte da empresária, o réu teria realizado transferências bancárias no valor de R$ 18 mil da conta de Nilza para a sua própria conta pessoal.

Para acompanhar mais atualizações sobre este caso e outras últimas notícias , continue acompanhando nossa cobertura jurídica. O Poder Judiciário mantém a prisão preventiva do acusado, garantindo que ele aguarde o julgamento atrás das grades.

Fonte: midianews.com.br