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Júri popular de PM e comparsa é mantido pelo TJ-MT

O TJ-MT mantém a decisão de levar a júri popular PM e comparsa acusados de matar personal trainer em Várzea Grande. Confira os detalhes do caso.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) confirmou a decisão que levará a júri popular o policial militar Raylton Duarte Mourão e seu comparsa, Vitor Hugo Oliveira da Silva. Ambos são acusados do assassinato da personal trainer Rozeli da Costa Sousa Nunes, crime ocorrido em setembro de 2025, na cidade de Várzea Grande.

A decisão foi proferida pelo desembargador Jorge Luiz Tadeu Rodrigues e contou com o apoio unânime da Quarta Câmara Criminal no último dia 8 de setembro. Além do homicídio, os réus respondem por acusações relacionadas ao porte ilegal de arma de fogo.

Entenda o caso e o júri popular

Além disso, Segundo as investigações do Ministério Público, a motivação do crime estaria ligada a uma disputa judicial. A vítima havia ingressado com uma ação contra o policial e sua esposa, cobrando uma indenização de R$ 24,6 mil por danos morais e materiais decorrentes de um acidente de trânsito anterior.

A denúncia aponta que o PM teria efetuado os disparos, enquanto Vitor Hugo conduzia a motocicleta utilizada na fuga. O crime aconteceu na manhã de 11 de setembro de 2025, logo após a vítima sair de sua residência, no bairro Cohab Canelas.

Portanto, A defesa dos acusados tentou recorrer da decisão de pronúncia, alegando diversas nulidades processuais, tais como:

Suposta violação ao direito ao silêncio durante a abordagem policial. Questionamentos sobre a integridade e cadeia de custódia de provas digitais. Contestação sobre a existência de um laudo balístico, já que a arma não foi apreendida. O desembargador Jorge Tadeu reconheceu um erro pontual na menção ao laudo balístico, mas reforçou que isso não invalida o processo. Ele destacou que a materialidade do crime está comprovada por outros meios, como o laudo de necropsia, imagens de câmeras de segurança e depoimentos.

Sobre as alegações de irregularidades nas provas digitais, o magistrado afirmou que questionamentos genéricos não são suficientes para anular o material. Portanto, a decisão de levar os réus ao Tribunal do Júri permanece inalterada, aguardando apenas a definição da data pela vara de origem.

Vale lembrar que, após o crime, o policial se apresentou à Delegacia da Mulher, onde teve a prisão temporária cumprida. A esposa do PM também chegou a ser detida, mas foi liberada posteriormente após as investigações descartarem sua participação direta no homicídio.

Para acompanhar mais desdobramentos sobre este caso e outras últimas notícias , continue acompanhando nossa cobertura jurídica. A justiça segue trabalhando para garantir que o julgamento ocorra dentro dos prazos legais estabelecidos pela comarca de Várzea Grande.

Fonte: midianews.com.br