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Justiça Federal concede liberdade à proprietária do restaura

A empresária Thatiana Rabelo Mesquita Teodoro, detida durante a Operação Bóreas, foi liberada pela Justiça Federal e já retornou para sua residência.

A Justiça Federal emitiu uma decisão favorável à soltura da empresária Thatiana Rabelo Mesquita Teodoro, proprietária da unidade do restaurante Tatu Bola situada na Praça Popular, em Cuiabá. A liberação ocorreu nesta quinta-feira (27), permitindo que ela retornasse à sua casa. A informação foi confirmada pelo advogado Fernando Faria, responsável pela defesa da empresária.

Thatiana havia sido detida na última terça-feira (25) como um dos alvos da Operação Bóreas , deflagrada pela Polícia Federal (PF) do Tocantins. A ofensiva policial teve como objetivo desarticular uma rede de tráfico internacional de entorpecentes. Além da empresária, outras duas pessoas foram presas durante a ação, que também cumpriu mandados de busca e apreensão.

Segundo o advogado Fernando Faria, a soltura ocorreu sem a necessidade de pagamento de fiança. O defensor argumentou que o magistrado responsável entendeu que a manutenção da custódia não era necessária. Faria criticou a atuação da Polícia Federal, alegando que o pedido de prisão foi fundamentado em indícios que ele classifica como inexistentes.

A tese da defesa é de que o envolvimento de Thatiana na investigação seria um equívoco, possivelmente motivado por seu parentesco com seu irmão, Márcio Rabello Mesquita Theodoro, que permanece detido no Tocantins sob suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas. Segundo o advogado, a empresária não possui qualquer relação com as atividades ilícitas atribuídas ao irmão.

O advogado afirmou ter analisado as duas mil páginas do processo e contestou a validade das provas apresentadas. Conforme Faria, a prisão baseou-se em diálogos ocorridos há dois anos, incluindo uma conversa de 2024 que ele descreveu como uma interação comum entre irmãos, realizada em um período em que Márcio estava em liberdade. Para a defesa, a medida cautelar foi considerada absurda.

A Operação Bóreas foi conduzida pela PF em conjunto com a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Tocantins (Ficco/TO). Além das prisões, o Juízo da 4ª Vara Federal de Palmas determinou o bloqueio e sequestro de bens e valores, bem como a apreensão de aeronaves suspeitas de serem utilizadas pelo grupo criminoso.

As investigações apontam que a organização criminosa era especializada na logística de transporte de cocaína e armamentos provenientes da Bolívia e do Peru com destino ao território brasileiro. O esquema envolvia a gestão de voos, o uso de aeronaves e a utilização de pistas de pouso clandestinas para viabilizar o tráfico.

Os investigados podem responder por crimes graves, incluindo tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa, além de outras infrações que venham a ser identificadas durante o prosseguimento do inquérito policial.

Em nota oficial divulgada nas redes sociais, o Grupo Alife Nino , responsável pela gestão da rede Tatu Bola, esclareceu que não possui vínculo societário ou administrativo com a empresária investigada. A empresa ressaltou que a unidade de Cuiabá opera de forma independente há mais de um ano, possuindo apenas uma licença para o uso da marca.

O grupo empresarial enfatizou que não mantém qualquer relação com os fatos apurados pela Polícia Federal e declarou que adotará as medidas jurídicas necessárias para proteger seus direitos e a integridade da marca diante da repercussão do caso.

Fonte: rdnews.com.br