BR-163 bloqueada no Pará: indígenas protestam contra
Indígenas Kayapó e Panará bloqueiam a BR-163 no Pará exigindo medidas de mitigação. Confira agora os detalhes sobre o protesto e as reivindicações.
O bloqueio da BR-163 , na altura do perímetro urbano de Novo Progresso, no sudoeste do Pará, foi realizado nesta data por indígenas das etnias Kayapó e Panará. A mobilização, organizada por lideranças vinculadas ao Instituto Kabu, à Associação Iakiô e à Associação Indígena Mantinó, busca pressionar pela manutenção de ações emergenciais que visam mitigar os danos causados pela rodovia aos territórios tradicionais.
Os manifestantes argumentam que essas medidas de proteção devem permanecer ativas até que o Plano Básico Ambiental do Componente Indígena (PBA-CI) da rodovia seja finalmente concluído. A concessionária Via Brasil reconhece a existência de acordos prévios para a execução de ações antecipatórias, que incluem a conservação de recursos naturais e assistência direta às comunidades afetadas.
Exigências sobre a BR-163
Além disso, Segundo as organizações indígenas, uma proposta detalhando a nova fase das medidas foi entregue à concessionária. Contudo, a resposta enviada pela Via Brasil em setembro foi considerada insuficiente pelas lideranças. A empresa, por sua vez, solicitou um prazo maior para realizar uma análise técnica aprofundada sobre o pleito.
A preocupação dos povos indígenas cresce diante da proximidade do fim do ciclo vigente das medidas emergenciais. Eles destacam que a pressão sobre seus territórios é constante e exige uma resposta rápida. Confira mais detalhes em nossas últimas notícias .
Portanto, Os principais pontos de reivindicação dos manifestantes incluem:
A renovação imediata das medidas emergenciais que vencem em 30 de setembro. O cumprimento efetivo das ações de mitigação e compensação pela Via Brasil. A garantia de recursos para a manutenção de equipes e infraestrutura de proteção territorial. No início de setembro, a Justiça Federal interveio no caso. O órgão determinou que a Funai, o Ministério Público Federal (MPF) e a Via Brasil se manifestassem sobre o pagamento de valores mínimos. O objetivo da medida judicial é assegurar a continuidade das ações enquanto as novas propostas são avaliadas.
O Instituto Kabu reforçou, em comunicado oficial, que as propostas apresentadas foram construídas com base nas necessidades reais das comunidades. A entidade exige transparência sobre os estudos de impacto e a implementação definitiva do PBA-CI para evitar a descontinuidade dos serviços de proteção.
Devido à interdição na rodovia, o tráfego de veículos na região ficou lento durante o protesto. Para evitar o congestionamento, muitos motoristas optaram por desviar o trajeto utilizando vias internas do município de Novo Progresso.
Fonte: sonoticias.com.br