Fundador da Mango: filho é suspeito de homicídio em terapia
Investigação aponta que o filho do fundador da Mango teria empurrado o pai após influência de terapia controversa. Confira os detalhes do caso agora.
Investigação aponta que o fundador da Mango, Isak Andic, teria sido empurrado pelo filho, Jonathan, após influência de um método terapêutico controverso.
O caso envolvendo a morte do fundador da Mango , Isak Andic, ganhou contornos dramáticos com novas revelações sobre o filho, Jonathan Andic. Investigações apontam que o jovem teria sido influenciado por um método terapêutico incomum, que simulava o empurrão de um familiar em um precipício, para cometer o suposto homicídio do pai.
A técnica foi idealizada por Julia Lüderwaldt, uma terapeuta sem acreditação oficial que circulava entre a elite catalã. Segundo depoimentos prestados aos Mossos d’Esquadra, a prática visava canalizar agressividades reprimidas. A relação entre Jonathan e a terapeuta, contudo, extrapolou os limites profissionais, com o filho do empresário dedicando esforços para promover a carreira da mulher.
A influência da terapia no caso do fundador da Mango
O método, inicialmente pensado para um paciente com esquizofrenia, previa que a psicóloga assumisse o papel de uma figura familiar em uma borda de penhasco. O objetivo era testar a capacidade do indivíduo de superar o impulso de empurrar alguém. Jonathan demonstrou interesse imediato na técnica e buscou locais adequados para o exercício.
A montanhista Johanna, professora de inglês, tornou-se uma testemunha-chave ao revelar como foi envolvida na busca pelo local da tragédia. Ela detalhou que a terapeuta solicitou a identificação de rotas com falésias, justificando que o percurso serviria para um passeio de Jonathan com uma sobrinha. Confira outras notícias sobre o caso.
Os fatos que cercam o incidente incluem:
A inspeção do Camí de les Feixades pela terapeuta e pela testemunha em dezembro de 2024. O retorno de Jonathan ao local sozinho em duas ocasiões antes da morte do pai. A insistência de Jonathan em levar Isak Andic para caminhar a sós no dia 14 de dezembro. A troca de mensagens via WhatsApp entre a terapeuta e a testemunha após o óbito. Após a queda mortal, a postura de Lüderwaldt levantou suspeitas. Em uma troca de mensagens, ao ser questionada sobre o ocorrido, a terapeuta respondeu de forma enigmática: “Mais vale nem querer saber, não vá eu ser a próxima”. A juíza Raquel Nieto determinou, portanto, a ampliação da análise dos dados digitais de Isak Andic.
Além disso, a magistrada investiga uma viagem de Jonathan ao Equador, realizada meses após a morte do pai. O objetivo da ida a Quito seria promover um livro de Lüderwaldt sobre seu método terapêutico. A polícia agora rastreia gastos e movimentos do investigado durante esse período para esclarecer possíveis participações de terceiros.
A investigação segue em curso, com a juíza Raquel Nieto mantendo o foco sobre a possível cumplicidade de Julia Lüderwaldt. Embora a terapeuta tenha prestado depoimento apenas como testemunha, autoridades não descartam que ela possa ser formalmente acusada no futuro. O caso permanece sob rigorosa análise das autoridades catalãs.
Fonte: pt.euronews.com