Angeliquinha: filha movimentou R$ 20 milhões em esquema
Filha da líder de facção Angeliquinha movimentou R$ 20 milhões em dois anos. Entenda como funcionava o esquema de lavagem de dinheiro. Confira agora.
Kauany Beatriz, filha da líder de facção Angeliquinha, movimentou R$ 20 milhões em dois anos. Investigação aponta uso de empresas de fachada e jogos de azar.
A influenciadora digital Kauany Beatriz de Sá Silva, de 20 anos, filha de Angélica Saraiva de Sá, conhecida como Angeliquinha , movimentou cerca de R$ 20 milhões em um período de dois anos. Segundo a Polícia Civil de Mato Grosso, a jovem não possuía renda compatível com os valores vultosos que transitaram em suas contas bancárias.
O delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, titular da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), detalhou que a movimentação financeira está ligada à Operação Showdown. A ação investiga um esquema de lavagem de dinheiro associado ao tráfico de drogas, supostamente comandado por Angeliquinha, apontada como líder de uma facção criminosa em Alta Floresta e região.
Angeliquinha
Além disso, As autoridades identificaram que a família utilizava três empresas de fachada para movimentar o capital ilícito. Além do setor de comércio, como lojas de roupas e calçados, os investigadores apontaram o uso de plataformas digitais de jogos de azar para dissimular a origem dos recursos.
A Operação Showdown, deflagrada em março deste ano, resultou em diversas medidas judiciais contra o grupo familiar. Entre as ações determinadas pela Justiça, destacam-se:
Quatro mandados de prisão contra integrantes da família; Sequestro de seis veículos e quatro imóveis de luxo; Bloqueio de sete contas bancárias e suspensão de três empresas; Busca e apreensão em sete endereços distintos. Portanto, Apesar da gravidade das acusações, Kauany Beatriz obteve o benefício da prisão domiciliar após audiência de custódia. O juiz Anderson Clayton Dias Batista, da 5ª Vara Criminal de Sinop, fundamentou a decisão no fato de a investigada estar gestante e ser mãe de uma criança menor de 12 anos na época.
O delegado ressaltou que a família de Angeliquinha atuava como suporte logístico e financeiro para a facção. "Eles não pegavam em armas, mas levavam informações e lavavam dinheiro, atuando como o braço direito da liderança na cidade", explicou o delegado. A ostentação da jovem, com carros e imóveis de luxo, era um dos sinais claros da origem ilícita dos valores.
Angeliquinha, por sua vez, acumula mais de 260 anos em condenações por crimes como homicídio e tráfico. Após fugir da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May em agosto de 2025, ela foi localizada e presa na última terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.
As investigações apontam que, mesmo foragida, a criminosa mantinha o comando da facção e seria a mandante de cerca de 80% dos homicídios registrados em Alta Floresta e cidades vizinhas. Após os trâmites legais na Bolívia, a suspeita deverá ser recambiada para Mato Grosso para cumprir suas penas. Para acompanhar outros desdobramentos, acesse as últimas notícias .
Fonte: midianews.com.br