Destaque Nortão

Brasileirão 2026: Fernando Diniz é o 19º técnico demitido

Fernando Diniz deixa o Corinthians e se torna o 19º técnico demitido no Brasileirão 2026. Confira a lista completa das mudanças nos clubes da Série A.

A demissão de Fernando Diniz do Corinthians, oficializada na última quarta-feira, consolidou uma marca expressiva no futebol nacional: ele se tornou o 19º treinador a perder o cargo durante o Brasileirão 2026 . O desligamento ocorreu logo após a derrota por 2 a 1 para o Internacional, resultado que deixou a equipe alvinegra perigosamente próxima à zona de rebaixamento.

Diniz, que assumiu o comando em abril, acumulou uma sequência negativa de sete derrotas consecutivas na competição. Em sua passagem pelo clube, o técnico dirigiu o time em 33 partidas, registrando 13 vitórias, oito empates e 12 derrotas, o que representa um aproveitamento de 47%. Além do desempenho ruim no campeonato nacional, a eliminação precoce nas quartas de final da Conmebol Libertadores para o Estudiantes pesou na decisão da diretoria.

A alta rotatividade de técnicos no Brasileirão 2026

O cenário de instabilidade nos bancos de reservas tem sido uma constante na temporada. Diversos clubes da elite optaram por mudanças drásticas na tentativa de reverter crises técnicas e táticas. Para entender o panorama atual, veja alguns dos nomes que deixaram seus cargos recentemente:

Paulo Pezzolano: Demitido do Internacional em setembro, após derrota para o São Paulo. Léo Condé: Saiu do Remo após uma sequência de quatro derrotas seguidas no campeonato. Luís Castro: Deixou o Grêmio após não conseguir vitórias fora de casa no Brasileirão. Franclim Carvalho: Dispensado pelo Botafogo após goleada sofrida na Copa Sul-Americana. A instabilidade não poupou nem mesmo nomes consagrados ou projetos que pareciam sólidos no início do ano. O caso de Filipe Luís no Flamengo, por exemplo, ilustra como o sucesso recente — com títulos em 2025 — não garantiu a permanência diante de um início de temporada abaixo das expectativas em 2026. O treinador foi desligado em março, após resultados insatisfatórios na Supercopa e na Recopa.

Outros clubes também enfrentaram processos de transição conturbados. O São Paulo, por exemplo, encerrou o ciclo de Roger Machado em maio, após eliminação na Copa do Brasil, mesmo com a equipe ocupando o G-4 do torneio nacional. Já o Vasco optou pela saída de Renato Gaúcho em junho, motivada por desgastes internos e declarações do treinador sobre o elenco.

A lista de demissões inclui ainda nomes como Luis Zubeldía, que deixou o Fluminense após 11 meses, e Dorival Júnior, que saiu do próprio Corinthians antes da chegada de Diniz. A categoria de esportes acompanha de perto esses movimentos, que refletem a pressão constante por resultados imediatos no futebol brasileiro.

O primeiro treinador a deixar o cargo na atual edição do campeonato foi Jorge Sampaoli, do Atlético-MG, ainda em fevereiro. Desde então, a dança das cadeiras não parou, afetando equipes de diferentes portes e objetivos. A análise dos números mostra que, em muitos casos, o aproveitamento abaixo de 50% foi o gatilho para o encerramento dos vínculos contratuais.

Portanto, a saída de Fernando Diniz é apenas mais um capítulo de um ano marcado por instabilidade. Clubes como Chapecoense, Santos e Cruzeiro também figuram na lista de agremiações que buscaram alternativas no mercado. A busca por um novo comando agora se torna a prioridade do Corinthians para evitar o rebaixamento.

Fonte: ge.globo.com