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Europa pondera medidas de poupança de energia após crise

A Europa pondera medidas de poupança de energia devido à crise no Médio Oriente. Confira agora como o bloco planeja enfrentar a escassez de combustíveis.

A Europa pondera medidas de poupança de energia diante da escalada da crise no Médio Oriente, que tem pressionado os preços e ameaçado o abastecimento de combustíveis. De acordo com documentos internos, governos da União Europeia (UE) avaliam solicitar que famílias e empresas reduzam o consumo para enfrentar o cenário de incerteza.

Os ministros da Energia do bloco têm um encontro agendado para o dia 29 de outubro. O objetivo é debater estratégias coordenadas para conter a demanda, visto que as perturbações no Estreito de Ormuz podem persistir por meses. A proposta de análise partiu da Irlanda, que exerce a presidência rotativa do Conselho da UE.

Europa pondera medidas de poupança de energia

Desde o início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irão, os preços do gás natural dispararam 140%. Além disso, o barril de petróleo Brent atingiu a marca de 110 dólares. Especialistas alertam que, mesmo com um eventual cessar-fogo, as consequências para o fornecimento de gás podem perdurar por anos.

A situação é agravada pela baixa nos estoques. Dados da associação Gas Infrastructure Europe indicam que os níveis de armazenamento atingiram 74% em 20 de outubro, o patamar mais reduzido desde 2011. Operadoras de rede advertem que o bloco pode enfrentar uma queda de até 15% na oferta caso o inverno seja rigoroso.

Para mitigar os riscos, diversas ações estão sendo consideradas pelas autoridades europeias:

Liberação coordenada de reservas estratégicas de petróleo pelos países membros. Implementação de planos de redução de consumo, incluindo medidas voluntárias ou restrições setoriais. Coordenação da demanda de energia a nível da UE para evitar a competição entre Estados-membros. Adoção de práticas de economia, como a redução do uso de veículos em dias específicos. A Agência Internacional da Energia (AIE) já sinalizou prontidão para coordenar novas liberações de reservas. A Espanha, por exemplo, confirmou a liberação de 4,4 milhões de barris de petróleo estratégico durante o mês de outubro. Por outro lado, o presidente francês, Emmanuel Macron, buscou garantir suprimentos adicionais de gasóleo junto a países do Golfo.

O debate sobre a redução da procura levanta questões complexas sobre a competitividade industrial e a proteção de famílias vulneráveis. A Comissão Europeia propôs a agregação da demanda energética, visando uma distribuição mais eficiente conforme as necessidades de cada país. Contudo, a decisão sobre centralizar ou descentralizar essas medidas ainda divide as capitais europeias.

A segurança energética tornou-se a prioridade máxima, superando a capacidade de resposta baseada apenas em importações. Para acompanhar mais atualizações sobre este tema, consulte as últimas notícias em nossa editoria de economia. A UE busca, portanto, um equilíbrio delicado entre a gestão de crises imediatas e a sustentabilidade do fornecimento a longo prazo.

Fonte: pt.euronews.com