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Houthis: Eurodeputados pedem inclusão em lista de terrorismo

Parlamento Europeu vota pela inclusão dos houthis na lista de terrorismo da UE após ataques no Mar Vermelho. Confira agora os detalhes da resolução.

O Parlamento Europeu aprovou, nesta quinta-feira, uma resolução que solicita a inclusão dos houthis do Iêmen na lista oficial de organizações terroristas da União Europeia (UE). A medida ocorre após uma escalada significativa de ataques do grupo, apoiado pelo Irã, contra alvos na Arábia Saudita e embarcações no Mar Vermelho.

Diante desse cenário, o Reino Unido comprometeu-se a realizar missões defensivas para proteger Riade. Paralelamente, a UE busca reforçar sua presença naval na região para garantir a segurança do tráfego marítimo comercial. Confira mais notícias da categoria sobre o conflito.

Inclusão dos houthis na lista de terrorismo da UE

A resolução, embora não seja vinculativa, foi aprovada por ampla maioria através de votação por mão no ar. O texto exige o congelamento imediato de todos os fundos e recursos econômicos pertencentes aos houthis e aos seus facilitadores financeiros.

A inclusão na lista de terrorismo da UE acarreta consequências práticas severas, tais como:

Bloqueio de todas as contas bancárias e bens mantidos em países do bloco europeu; Proibição estrita para que cidadãos e empresas da UE financiem o grupo; Restrições financeiras severas para dificultar a logística operacional da organização. A decisão final sobre a inclusão depende exclusivamente dos Estados-membros da UE. Para que a medida seja efetivada, é necessária a aprovação unânime de todos os países que compõem o bloco.

O Parlamento Europeu justificou o pedido condenando o bloqueio naval imposto pelos houthis à Arábia Saudita. Além disso, o órgão destacou os ataques constantes contra infraestruturas energéticas e a navegação comercial no estreito de Bab el-Mandeb, que elevam os preços da energia.

A resolução classifica essas ações como violações flagrantes do direito internacional. O documento ressalta que a crise humanitária no Iêmen se agravou drasticamente, resultando em inúmeras mortes e no deslocamento forçado de civis iemenitas.

O grupo, conhecido formalmente como Ansar Allah, mantém um conflito armado contra o governo iemenita reconhecido internacionalmente desde 2014. Em julho, os houthis lançaram uma ofensiva na costa do Mar Vermelho para controlar essa via vital para o transporte global de mercadorias.

Embora uma contraofensiva da coligação liderada pela Arábia Saudita tenha revertido parte dos avanços, a ameaça aos navios internacionais persiste. Os houthis prometem passagem segura apenas para embarcações que não possuam vínculos com os sauditas.

Por fim, os eurodeputados reforçaram a importância da "Aspides", a missão naval da UE no Mar Vermelho. Eles instaram os Estados-membros a disponibilizarem mais meios navais e aéreos, visto que a chefe da política externa da UE, Kaja Kallas, estima a necessidade de pelo menos dez navios para a operação.

Fonte: pt.euronews.com