Empresa de Reinaldo Morais, o 'Rei do Porco', soma R$ 4,5 mi
A Suinobrás, do empresário e candidato a vice-governador Reinaldo Morais, enfrenta série de autuações ambientais por irregularidades no tratamento de efluentes
A Suinobrás, do empresário e candidato a vice-governador Reinaldo Morais, enfrenta série de autuações ambientais por irregularidades no tratamento de efluentes em Diamantino.
A companhia Suinobrás Alimentos, que conta com o empresário Reinaldo Morais — popularmente conhecido como Rei do Porco — em seu quadro societário, possui um extenso histórico de penalidades ambientais. Desde 2016, o empreendimento, situado no município de Diamantino, a 183 km de Cuiabá, tem sido alvo de diversas autuações, interdições e fiscalizações que identificaram falhas críticas no sistema de manejo de efluentes da granja.
O Ministério Público Estadual (MPE) fundamenta suas acusações em documentos técnicos elaborados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e pela Politec. Segundo o órgão ministerial, a empresa é considerada reincidente na operação precária e danosa ao meio ambiente . Vale ressaltar que o empresário compõe a chapa de Wellington Fagundes (PL) como candidato a vice-governador.
Esses registros fazem parte de um conjunto de provas reunidas pelo MPE no âmbito de uma ação civil pública por danos ambientais, que tramita na Justiça desde outubro de 2023. O objetivo do Ministério Público é demonstrar que as irregularidades encontradas na unidade não se tratam de eventos isolados, mas de uma conduta continuada ao longo dos anos.
Conforme os autos, as infrações foram registradas de forma recorrente entre 2016 e 2020. O histórico aponta a lavratura de múltiplos autos de infração, além da aplicação de termos de embargo e interdição total ou parcial das atividades da granja em diferentes períodos. A documentação detalha que a gestão dos resíduos da suinocultura não estaria seguindo as normas técnicas exigidas pelos órgãos de controle.
O MPE reforça que a reincidência da Suinobrás na operação inadequada do sistema de tratamento de resíduos tem causado impactos negativos ao ecossistema local. A ação judicial busca responsabilizar a empresa pelos danos causados e garantir que as medidas corretivas sejam efetivamente implementadas para evitar a continuidade da degradação ambiental na região de Diamantino.
A trajetória de fiscalizações revela que, mesmo após as primeiras sanções aplicadas pela Sema, a empresa teria mantido práticas operacionais que contrariam a legislação ambiental vigente. O acúmulo de R$ 4,5 milhões em multas reflete a gravidade e a persistência das falhas apontadas pelos técnicos que vistoriaram a granja ao longo da última década.
O processo segue em curso, com o Ministério Público mantendo a tese de que a operação da Suinobrás coloca em risco os recursos naturais do entorno. A defesa da empresa e do empresário Reinaldo Morais deverá se manifestar nos autos da ação civil pública conforme o rito processual estabelecido pelo Poder Judiciário.
Fonte: midianews.com.br