Sarah Khalifa: Apresentadora egípcia recorre à pena de morte
A apresentadora Sarah Khalifa foi condenada à morte no Egito por tráfico de drogas. A defesa recorre da decisão. Confira os detalhes do caso agora.
A apresentadora de televisão egípcia Sarah Khalifa enfrenta uma condenação à morte após ser considerada culpada por financiar e coordenar uma rede de tráfico de drogas sintéticas. O caso, que chocou o país, envolve a profissional, conhecida pelo programa policial Mission Impossible , em um esquema complexo de fabricação e distribuição de entorpecentes.
O veredito tribunal do Cairo proferiu a sentença no último sábado, atingindo Khalifa e outros 11 réus. Além da pena capital, os condenados deverão pagar uma multa de 500 mil libras egípcias. O irmão da apresentadora, Mohamed Khalifa, também recebeu a mesma sentença, sob a acusação de fabricar e testar as substâncias.
Entenda o caso da apresentadora Sarah Khalifa
Além disso, A defesa de Sarah Khalifa, liderada pelo advogado Mohamed El-Gendy, confirmou que irá recorrer da decisão. Especialistas jurídicos apontam que o processo ainda possui etapas legais pendentes, como a possibilidade de reavaliação por um tribunal superior ou pelo Tribunal de Cassação do Egito. Confira outras últimas notícias sobre o sistema judiciário internacional.
O julgamento baseou-se em uma investigação iniciada em abril de 2025. As autoridades antidrogas egípcias descobriram uma rede que importava matérias-primas para a produção de canabinoides sintéticos. A operação resultou na apreensão de mais de 750 quilogramas de produtos químicos e equipamentos em diversos locais do Cairo.
Portanto, Os principais pontos levantados pela acusação incluem:
A participação de Khalifa no financiamento e na logística da rede criminosa. O uso de mensagens de WhatsApp e registros em cadernos como provas digitais. A identificação de substâncias como MDMB-4en-PINACA, um potente canabinoide sintético. A estrutura hierárquica da rede, que incluía desde a importação até a distribuição final. A acusação sustentou que a apresentadora atuava como o elo entre os membros seniores da organização e os operadores locais. Provas periciais, incluindo uma análise caligráfica, teriam vinculado a apresentadora a registros financeiros da operação. Contudo, Sarah Khalifa negou consistentemente qualquer envolvimento com as atividades ilícitas durante todo o processo.
O tribunal também considerou o parecer do Grande Mufti do Egito, uma etapa obrigatória antes da aplicação da pena de morte no país. Embora o parecer seja consultivo e não vinculativo, a maioria dos réus envolvidos no processo recebeu a sentença máxima. A defesa contesta a interpretação legal sobre a classificação das substâncias apreendidas.
Além do caso de tráfico, a apresentadora foi condenada em um processo separado. Um tribunal do Cairo sentenciou Khalifa a três anos de prisão por agressão, após a descoberta de vídeos em seu celular que mostravam o espancamento de seu motorista. Outros envolvidos neste segundo caso receberam penas de cinco a sete anos de reclusão.
O uso da pena de morte para crimes de tráfico de drogas no Egito é alvo de críticas frequentes por parte de organizações internacionais. A Anistia Internacional destacou o aumento no número de execuções no país em 2025, questionando a aplicação da pena capital em delitos que não resultaram em homicídio intencional.
Fonte: pt.euronews.com