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Com aporte de R$ 100 milhões, novo Mercado Municipal de Cuia

O Mercado Municipal Miguel Sutil, em Cuiabá, entra na reta final de obras. Com investimento de R$ 100 milhões, o espaço aposta em um rooftop panorâmico inédito.

O Mercado Municipal Miguel Sutil, em Cuiabá, entra na reta final de obras. Com investimento de R$ 100 milhões, o espaço aposta em um rooftop panorâmico inédito.

Após um longo período de obras, o Mercado Municipal Miguel Sutil, em Cuiabá, já possui data definida para abrir suas portas ao público: 8 de outubro. O projeto, que consumiu cerca de R$ 100 milhões em investimentos, promete ser um marco para a capital mato-grossense, destacando-se por ser o primeiro mercado público do Brasil a integrar um rooftop 100% panorâmico, oferecendo uma vista privilegiada de todo o Centro Histórico.

Segundo Alan Guedes, gerente-geral da CS Mobi Cuiabá, empresa responsável pelo complexo, o objetivo central é transformar o local em um novo ponto turístico e gastronômico da cidade. A curadoria do espaço buscou preservar a essência dos mercados tradicionais brasileiros, focando em empórios, queijos, vinhos, charcutaria e artesanato, mas com uma infraestrutura moderna, comparável à de um shopping center, projetada especificamente para oferecer conforto térmico diante do clima quente da região.

Durante o planejamento, a equipe realizou visitas técnicas a diversos mercados pelo país. Guedes ressalta que, embora existam coberturas em outros locais, o conceito de um terraço totalmente a céu aberto voltado para a gastronomia é uma inovação que não foi encontrada em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro ou Belo Horizonte. A previsão é que, a partir da próxima segunda-feira (24), os lojistas já possam iniciar a personalização de seus espaços.

O complexo é robusto, contando com sete pavimentos distribuídos em 23 mil m² de área construída e mais de 100 unidades comerciais. Um dos diferenciais logísticos é o estacionamento com 300 vagas, posicionado estrategicamente entre o terceiro e o quinto andar. O térreo será dedicado a produtos regionais, enquanto o segundo piso abrigará a praça de alimentação, conectada por escadas rolantes para facilitar a circulação dos visitantes.

Os níveis superiores do edifício foram pensados para diversificar o uso do espaço, incluindo áreas para serviços, academias e escritórios. O rooftop , no topo do prédio, será o grande destaque para bares e restaurantes. De acordo com a administração, cerca de 70% dos espaços já foram comercializados, e a expectativa é receber um fluxo diário de até 3 mil pessoas, com horários de funcionamento flexíveis para atender tanto o público diurno quanto o noturno.

O projeto também busca combater a estigmatização do Centro Histórico. Para Guedes, a região não está abandonada, mas carece de incentivos que estimulem o desenvolvimento do entorno. Ele aponta a chegada de novas marcas e empreendimentos como um sinal de revitalização econômica que o novo mercado pretende acelerar.

A sustentabilidade é outro pilar da construção, evidenciada pela fachada verde composta por 937 vasos de plantas, como clúsias e guaimbés, que auxiliam na climatização natural e na qualidade do ar. O sistema de irrigação será abastecido por um tanque de retardo com capacidade de 40 mil litros, que capta água da chuva, contribuindo também para o controle de alagamentos na região.

A história do local remonta à década de 1960, quando o antigo mercado foi erguido como o primeiro grande polo comercial da capital. Após anos de degradação e abandono, a estrutura original foi demolida em 2023, após a formalização de uma Parceria Público-Privada (PPP) entre a Prefeitura e a CS Mobi Cuiabá. O contrato de concessão tem validade de 30 anos, período no qual a empresa será responsável pela manutenção e operação de toda a estrutura.

Fonte: rdnews.com.br