Campanha de Pivetta faz ataque coordenado a adversário em meio ao caso Oi, aponta Metrópoles
Segundo a coluna do Metrópoles, a campanha do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) manteria um gabinete do ódio para espalhar acusações contra adversários
Segundo a coluna do Metrópoles, a campanha do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) manteria um gabinete do ódio para espalhar acusações contra adversários justamente quando o candidato e seu grupo político estão no centro de um escândalo de corrupção envolvendo a operadora Oi.
Principal oponente de Pivetta, o senador Wellington Fagundes (PL) viu redes sociais e blogs locais serem inundados nas últimas semanas por acusações de 20 anos atrás sobre o crescimento de seu patrimônio e por casos já arquivados pela Justiça, sem condenação - o que é omitido nas postagens.
Como mostrou a coluna, Pivetta é apontado como dono de uma usina suspeita de ter recebido propina da Oi em troca de um acordo com o Governo do Estado que rendeu à companhia R$ 308 milhões. A usina não está em seu nome, mas o próprio governador admite participação no negócio.
A Operação Heritage, da Polícia Federal, apura o direcionamento de recursos de um acordo do Governo de Mato Grosso com a operadora. A telefônica conseguiu fechar o acordo mesmo depois de perder a disputa tributária em quase todas as instâncias.
O trato foi feito em abril de 2024, no governo Mauro Mendes, quando Pivetta era vice-governador. Segundo a PF, o pagamento foi feito sem respeitar a ordem cronológica dos precatórios - dívidas do poder público reconhecidas pela Justiça e que, em regra, devem ser quitadas conforme fila de credores.
O caso Oi impactou a campanha de Pivetta, que viu Fagundes avançar nas intenções de voto. A última pesquisa local, do Paraná Pesquisas, mostrou Pivetta com 40,8% contra 30% de Wellington.
De acordo com o Metrópoles, o resgate de fatos sobre Fagundes de 20 anos atrás começou a se disseminar concomitantemente ao crescimento do senador nas pesquisas.
O uso de ataques coordenados nas redes, com informações distorcidas, tem se espalhado pelas campanhas estaduais.