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Fair play financeiro: América-MG sofre transfer ban

O América-MG foi punido com um transfer ban preventivo baseado no fair play financeiro. Confira agora como a medida impacta o planejamento do clube.

O América-MG , que atualmente enfrenta uma situação delicada na Série B do Campeonato Brasileiro, recebeu uma notificação da CBF nesta quarta-feira. O clube foi alvo de um transfer ban preventivo e parcial, fundamentado nas normas de fair play financeiro estabelecidas no ano passado.

É importante destacar que o bloqueio não impede totalmente o clube de buscar reforços. Contudo, a agremiação mineira agora precisa de autorização prévia da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) para registrar novos atletas. Para mais informações sobre o cenário dos clubes, acompanhe a nossa categoria de esportes.

Entenda o impacto do fair play financeiro no América-MG

A ANRESF, órgão independente responsável pela fiscalização financeira, analisará cada solicitação de contratação enviada pelo Coelho. A liberação de novos registros está condicionada ao cumprimento de critérios rígidos de sustentabilidade econômica. Dessa forma, o clube deve provar que suas finanças estão equilibradas antes de oficializar qualquer reforço.

Para que a contratação seja aprovada, o América-MG precisa respeitar as seguintes diretrizes:

O valor gasto em taxas e comissões deve ser igual ou inferior ao montante arrecadado com a venda de jogadores no mesmo período. Os gastos mensais com salários de atletas e comissão técnica não podem ultrapassar a média dos seis meses anteriores ao evento de insolvência. É proibido qualquer aumento na folha salarial durante a vigência da medida restritiva. A punição foi motivada pelo fato de o clube ter apresentado um plano de pagamento aos credores junto à CNRD em 14 de agosto. Conforme o regulamento da ANRESF, essa ação é classificada como um "Evento de Insolvência", o que obriga a aplicação imediata de medidas restritivas para proteger a saúde financeira da instituição.

Além disso, a agência reguladora reforça que cada nova contratação impacta diretamente o fluxo de caixa e a folha de pagamentos. O bloqueio preventivo serve, portanto, como uma ferramenta de controle para evitar que o clube assuma compromissos financeiros que não consiga honrar posteriormente.

Em nota oficial, o América-MG esclareceu que o plano apresentado à CNRD visa organizar de forma planejada o pagamento parcelado de débitos com intermediários, clubes e atletas. O clube mineiro afirmou que aguarda a homologação do documento dentro do prazo estipulado pelas autoridades competentes.

Para reverter a situação, o América-MG precisará negociar um Acordo de Reestruturação com a ANRESF. O processo exige a apresentação de projeções financeiras para os próximos dois exercícios sociais, além de medidas concretas de saneamento e a definição de um teto rigoroso para os gastos com o departamento de futebol profissional.

Por fim, a negociação será conduzida por uma Comissão Especial e o texto final passará pelo crivo do Plenário da ANRESF. Este acordo determinará o tempo de vigência das restrições e estabelecerá as metas e limites que o clube deverá seguir para retomar sua autonomia administrativa.

Fonte: ge.globo.com